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A mostrar mensagens de Agosto, 2017

“Tá a escaldar!”

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Falar sobre intimidade e sexualidade com adolescentes é sempre uma aventura. E se lhe acrescentarmos o facto de serem cristãos, então é algo só mesmo para pessoal com coragem (e loucura) para isso. É qualquer coisa na linha de querer rebentar com a Death Star do Darth Vader, armado com um palito e sem saber bem se não aparecem Stormtroopers a mais para nossa nave.

Já sei que existe gente que discorda do que escrevi acima. Mas faz lá um exercício de reflexão e pensa: quantas vezes é que já falaram contigo sobre temas “quentes”, de modo direto (e direto não é falar sujo, nem com termos ordinários), esclarecido (sem histórias que tu percebes logo que não encaixam no que procuras saber) e biblicamente são (isto é, com base nas Escrituras e naquilo que Deus verdadeiramente diz)?

“Já não há canções de amor como havia antigamente”1

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O refrão, saído das mãos do conhecido letrista Carlos Tê, dá a tónica à música e interpretação do (ainda) mais conhecido Rui Veloso.  Como já lemos algures nesta revista, o amor está em crise — e como está em crise as palavras para expressá-lo também o estão. Não falo do amor egoísta mas do amor comprometido, do amor que tudo sofre, espera, suporta (1 Coríntios 13). 

A paixão momentânea amadurecia para um amor para a vida, mesmo com imperfeições, mas é hoje substituída por uma coleção de amores e desamores. O desapego e o egoísmo andam de mãos dadas nas relações, que depois se tornam “ralações” e terminam quase sempre com dor, além das marcas perversas que ficam nos próprios, nos filhos e no circulo de familiares e amigos. Como reza o mesmo poema “Já não há canções de amor por não haver quem acredite.”1 O psiquiatra e escritor espanhol Enrique Rojas, numa entrevista ao jornal Público, afirmou: "O grande erro do século XX foi acharmos que o amor era só um sentimento, que vai e vem.…