Salvador

Salvou-nos a honra. Levou-nos ao rubro. Fez o (quase) impossível. Foi assim que, depois quase 50 tentativas, conseguimos. Muitos anos depois dos tempos áureos do Festival da Canção, naquela época em que havia um e depois dois canais televisivos, na qual o país parava para ver a competição — a nacional e a europeia — aconteceu outra vez. E ganhámos.

Durante uns tempos o povo andou feliz. A vitória do Salvador somou-se a outros eventos que marcaram alguns por motivos de devoção religiosa e/ou clubística... outros, nem por isso. A verdade é que todos estes acontecimentos deram um alento à nação, se bem que passageiro, até voltarmos às rotinas e problemas diários da vida, do país e do mundo.

A canção que o Salvador interpretou de forma fantástica, escrita pela irmã, Luísa Sobral, fez-me pensar no “meu” Salvador.



O “meu” Salvador não viveu apenas para me amar – Ele morreu por amor, por mim, mesmo que eu não viesse a retribuir o amor incomparável que faz parte da Sua essência, porque Ele é amor (João 3:16; 1 João 4:8).

O “meu” Salvador não está cansado ou vazio — Ele existia antes do mundo existir. Ele é o criador dos Céus e da Terra. Tudo é Seu. Ele tinha [e tem] todo o poder, mas abdicou da Sua posição por minha causa, fazendo-Se como um de nós, por amor (Filipenses 2:5-8).

O “meu” Salvador não apenas deseja que conheçam o Seu amor e saibam que Ele deseja receber a todos — Ele anseia que, de livre vontade, deseje que Ele mude o meu coração, para viver uma nova vida, de modo a que possa segui-Lo, amá-Lo, ser-Lhe fiel e à Sua Palavra, todos os dias (2 Coríntios 5:17; João 8:11; Lucas 9:23).

O “meu” Salvador amou primeiro, mas não agiu sozinho na Sua vinda a este mundo por minha causa — Ele já me amava, mesmo antes de eu conhecê-Lo e poder amá-Lo. Eu amo-o porque Ele me amou primeiro (1 João 4:19). O Pai planeou a Sua vinda, Ele veio e o Consolador atesta o Seu amor nos nossos corações (Efésios 1:3-14; Romanos 8:16).

O “meu” Salvador tem planos, pois o Seu objetivo é estar comigo pela eternidade — Eu sei que Ele pagou a minha dívida eterna, o preço de todos os meus erros e pecados, para que eu possa ter uma eternidade de alegria e paz, que só Ele poderia garantir (João 14:1-6).

O “meu” Salvador é amor, mas Ele não pode amar pelos dois — Foi preciso uma decisão da minha parte. Foi preciso ouvir, crer e responder positivamente ao Seu amor.

O “meu” Salvador, Jesus Cristo, o Filho de Deus, deseja ser também o “teu” Salvador — escuta as Sua palavras: “Deus amou tanto o mundo que deu o seu único Filho para que todo aquele que nele crê não se perca espiritualmente, mas tenha a vida eterna. Deus não mandou o seu Filho para condenar o mundo, mas para o salvar.” (João 3:16-17, OL)

Ana Ramalho Rosa

in revista Novas de Alegria, julho 2017. Texto escrito conforme o novo acordo ortográfico

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